Diga não ao plágio! Nada de "copia e cola" ok?

*Diga não ao plágio! Nada de "copia e cola" ok?*

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Indicação

Geeeente, uma fisioterapeuta que fez faculdade comigo criou esse site com informações sobre saúde da mulher. Vale a pena conferir!!

http://fisiomulher.wix.com/fisiomulher

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Urgência e Emergência

Existe uma diferença conceitual entre urgência e emergência. Pode-se considerar uma “urgência” uma situação que não pode ser adiada, com um grande risco de morte, necessitando de um tratamento a curto prazo. Já o termo “emergência” mostra uma situação de perigo com aparecimento súbito, que exige intervenção imediata. No entanto, algumas emergências precisam de uma intervenção urgente.


Com isso, o Ministério da Saúde criou mecanismos aos hospitais para o atendimento de urgências e emergências. Os hospitais são divididos de acordo com a complexidade para o atendimento de urgências e emergências, sendo Hospitais Especializados (tipo I) e Gerais (tipos II e III). Os Hospitais tipo I atendem emergências cardiológicas (como PCR e hemorragias), urgências ortopédicas (como fraturas e luxações), e na área de pediatria. Já os Hospitais Gerais possuem estrutura e tecnologia capazes de atender áreas variadas, com tratamento cirúrgico inclusive. A diferença entre os tipos II e III é que o último é capaz também de realizar broncoscopias, terapias renais substitutivas (hemodiálise), neurocirurgia e ecocardiografia.

Hospitais Gerais são capazes também de atender vítimas de queimaduras (térmicas químicas ou por eletricidade). Porém, é de extrema importância um atendimento inicial adequado, ainda no local do acidente, identificando a extensão e os locais da lesão, o grau de comprometimento e outras lesões possíveis (como fraturas, cortes). 

Portanto, os profissionais da saúde devem saber diferenciar uma situação de urgência e outra de emergência, para adotar os procedimentos necessários. Além disso, o atendimento inicial é de extrema importância para encaminhar o paciente para o hospital mais adequado.

domingo, 18 de novembro de 2012

Qualidade de Vida


A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a qualidade de vida (QV) como a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. O conceito envolve o bem estar físico, mental, psicológico e emocional, além de seus relacionamentos com a sociedade e com o meio em que vive, incluindo suas condições de habitação. Essa definição mostra que o conceito de QV é subjetivo, mostrando que pessoas diferentes podem apontar aspectos positivos e negativos relacionados a um mesmo assunto. Esse conceito tornou-se mais abrangente, sendo que o termo qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) também pode ser utilizado atualmente. Esse termo refere-se à percepção que o indivíduo possui em relação à sua doença e seus efeitos em sua vida, incluindo a satisfação pessoal associada ao seu bem estar físico, funcional, emocional e social.
O ambiente interfere na mensuração da QV de diferentes formas em diferentes pessoas. Temos como exemplo a satisfação financeira, já que indivíduos com grande poder aquisitivo podem não se sentirem mental e psicologicamente bem, enquanto pessoas com uma menor renda podem ter uma vida plena e feliz. Portanto, muitos fatores interferem na QV como satisfação profissional, hábitos alimentares, prática de atividade física, condições habitacionais, saúde física e psicológica, relações sociais e muitos outros.
É de extrema importância avaliar a QV populacional, para planejar melhorias que afetarão mais a população. No que diz respeito à saúde no Brasil, instrumentos específicos para avaliação de QV em diversas doenças têm sido estudados e validados. Com esses instrumentos de avaliação, torna-se possível construir um perfil de uma determinada população, sua relação com o meio e suas expectativas. A elaboração desse painel na área da saúde nos possibilita traçar objetivos e definir condutas específicas, tendo por base o comprometimento de aspectos exclusivos do indivíduo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sistema renina-angiotensina-aldosterona


Uma explicação beeeem simples e resumida do SRAA!


Mecanismo importante na regulação hemodinâmica do organismo. Em situações extremas (como choque, vasodilatação importante e alteração na PA) as células justaglomerulares renais liberam renina na corrente sanguínea, que vai até o fígado onde se transforma em angiotensina I. A angiotensina I se dirige aos pulmões, onde sofrerão com a ação dos pneumócitos e da ECA (enzima conversora da angiotensina) transformando-se em angiotensina II

Funções da angiotensina II: elevar a PA adequada promovendo vasoconstrição e estimulando a produção de aldosterona, responsável pela retenção de Na+ e H2O.

(esses feijõezinhos são os rins tá? Fiz no paint poxa...)

sábado, 30 de junho de 2012

CIF X CID


CID: Classificação Internacional de Deficiências
CIF: Classificação Internacional de Funcionalidades

E aí, qual a diferença?
A CIF tem um enfoque na funcionalidade do indivíduo, ou seja, o que seu corpo ainda pode realizar, e não em suas incapacidades (como na CID). A sigla exerce um papel positivo para a avaliação das condições de vida e na inclusão social. Como? Simples, ao invés de agrupar as pessoas de acordo com sua doença, passamos a agrupar de acordo com suas funções, fornecendo uma linguagem comum aos profissionais.

Na minha cabeça “a coisa” funciona da seguinte forma: ao chegar um pcte hemiplégico no consultório (médico, fisioterapeuta...), não importa se é uma sequela de AVE ou TCE (claro que importa, mas não nesse momento!), e sim as dificuldades que esse pcte apresenta (motora, linguística, visual, etc...). Assim, tiramos o foco “doença” e passamos a focar na funcionalidade, já que devemos sempre ter em mente que um indivíduo que teve AVE não é igual a todos os outros, ele tem suas peculiaridades que o difere dos outros pctes. Vale lembrar o clichê “cada pcte é um caso diferente” que nem sempre é seguido!

Entretanto, a CID continua sendo útil para quantificar os casos de determinadas doenças, ou seja, é importante para a estatística! Sem ela fica difícil saber quantos casos de dengue, por exemplo, foram encontrados no Rio de Janeiro em 2012.

Como funciona a CIF?
Vamos lá, aplicar a CIF não é uma tarefa simples. Obviamente não existe uma tabela como a CID, já que são considerados any fatores.

A pontuação ocorre da seguinte forma: para partes 1 e 2 classifica-se de 0 a 4, sendo 0 nenhuma deficiência e 4 deficiência completa, presente em mais de 95% do tempo que prejudica a vida diária. Pode-se pontuar também 8 (não especificado) e 9 (não aplicável). Para a parte 3 qualificam-se as barreiras de 0 (nenhuma barreira) a 4 (barreira completa) e facilitadores de 0 a 4 também.

Ela é dividida em:

Parte 1a: Deficiências das funções do corpo
Avaliam as funções mentais, sensoriais, dor, voz e fala, sistemas e mobilidade.

Parte 1b: Deficiências das estruturas do corpo
A pontuação é a mesma da primeira parte, dividindo em sistema nervoso, estruturas relacionadas a ouvido e olho, relacionadas à fala, relacionadas aos sistemas e movimento.

Parte 2: Limitações de atividades e restrições à participação
Essa parte tem 9 itens, como cuidado pessoal, AVD, relações interpessoais, aprendizagem e vida social.

Parte 3: Fatores ambientais
Auxílio ou empecilho de produtos, atitudes, serviços e outros.

Além dessas 4 coletam-se dados referentes à doença, como hospitalizações, medicamentos, como o sujeito se avalia, hábitos tabágicos e alcoólicos, entre outros.

Ufa! Como podemos ver a aplicação da CIF é complexa, mas bastante vantajosa. Com ela podemos traçar nossas condutas e objetivos específicos para aquele pcte, de acordo com suas necessidades. Ela não é muito adotada pelos profissionais da saúde no Brasil, devendo ser mais difundida! E aí, vamos utilizar a CIF?!

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Referências
FARIAS, N.; BUCHALLA, C. M. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da Organização Mundial da Saúde: Conceitos, Usos e Perspectivas. Rev Bras Epidemiol. V. 8, n. 2, p. 187-93, 2005.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Anatomia cardíaca (Parte 2)

Câmaras cardíacas


Átrios: são consideradas câmaras de armazenamento. Possuem uma estrutura, as aurículas, que formam um saco com "cristas" (músculos pectíneos), que auxiliam na contração da câmara. Entre os átrios existe o septo interatrial, com uma comunicação que se fecha ainda na fase intrauterina, formando uma fossa oval. O átrio direito (AD) recebe sangue rico em CO2 (venoso) advindo das veias cava e do seio coronário. Os orifícios nos quais as veias cava desembocam são chamados óstios. No átrio esquerdo (AE) desembocam as veias pulmonares, recebendo então sangue rico em O2 (arterial). 


Ventrículos: câmaras que bombeiam o sangue para o corpo. São divididos pelo septo interventricular, que é mais espesso do que o interatrial e impede a mistura do sangue oxigenado com desoxigenado. Possuem trabéculas cárneas que se ligam às cúspides por intermédio das cordas tendíneas, fixando as valvas atrioventriculares. As cordas tendíneas têm como função impedir que as cúspides "virem" ao avesso. O ventrículo esquerdo (VE) é 3x maior do que o ventrículo direito (VD), já que bombeia sangue para todo o corpo. Pela anatomia dos ventrículos, percebemos que o VD "envolve" o VE, adicionando força a este.






Valvas cardíacas


O coração possui um esqueleto fibroso, com um anel fibroso que insere as valvas. São constituídass por tecido conjuntivo frouxo, composto por colágeno, elastina e proteoglicanos.


Atrioventriculares: direita (tricúspide) e esquerda (bicúspide ou mitral).
Semilunares: ou arteriais, são folhetos em forma de meia lua na inserção das grandes artérias ao coração. Temos a valva pulmonar, na artéria pulmonar, e a aórtica, na artéria aorta.




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Anatomia cardíaca

Coração
Formato de cone invertido, com ápice para baixo e para esquerda na altura da quinta costela, repousando sobre o diafragma, base na altura da segunda costela. Localizado no mediastino, sendo que 2/3 da massa cardíaca ficam à esquerda.
Ponto de impulsão sistólica: contato do VE com a caixa torácica no espaço intercostal, nó ápice do coração. A mudança desse ponto mostra que o coração "mudou" de lugar!


Pericárdio
Saco fibro-seroso que relaciona o coração com as paredes e órgãos próximos, a fim de revestir e proteger o coração, além de manter o coração no mediastino, limitar sua expansão e o atrito com as paredes. É firme e se funde com o diafragma pelos vasos da base (veias cavas e pulmonares). É constituído por 2 lâminas:
Fibroso: mais externa, resistente, composta por fibras de colágeno, inelástico. É como um saco que repousa sobre o diafragma.
Seroso (visceral e parietal): interna, membrana mais fina que forma uma dupla camada "dobrada". A camada visceral também é chamada de epicárdio. Entre as camadas existe um líquido pericárdico, que amortece as batidas do coração.

Outras camadas são: miocárdio e endocárdio.
Miocárdio: é o músculo cardíaco. A camada mais espessa do coração, composta por músculo estriado cardíaco, que permite a contração.
Endocárdio: envolve o interior das câmaras e as valvas, é resistente. Existem as trabéculas cárneas (músculos papilares, pectíneos e cristas), "espacinhos" que diluem a pressão durante a contração, prevenindo lesões de encolhimento. Estão localizadas nos ventrículos.



...continua!!