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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tipos de fraturas


(Perdoem a "habilidade" no paint, mas acho que assim fica mais fácil de entender!)

1) Fratura em cunha: ocorre separação entre as partes
2) Fratura transversa: o traço da fratura é perpendicular ao eixo.
3) Fratura oblíqua: traço transversal, pode ser chamada também de fratura transversal.
4) Fratura em espiral: como torcer um giz, forma um traço helicoidal.
5) Fratura cominutiva: existem mais de 2 fragmentos.
6) Fratura em galho verde: não ocorre separação entre os fragmentos, enverga "desgastando" apenas uma parte do periósteo (na região convexa).

Além da classificação quanto ao traço de fratura, elas também são classificadas em aberta e fechada. As fraturas abertas (expostas) devem sempre ser consideradas infectadas, já que o osso é exposto ao ambiente. Nesse caso, utiliza-se fixador externo para a consolidação. Já as fraturas fechadas, que não rompe o tecido epitelial, é possível ocorrer consolidação primária.

Consolidação de fraturas

Existem 2 tipos de consolidação, a primária e a secundária. 
* Consolidação primária: Ocorre migração de ósteons pelos canais de Havers (leva osteoblastos de uma cortical para a outra). É necessário contato entre os segmentos, estabilização e compressão do foco de fratura (fixação interna). 
* Consolidação secundária: mineralização e substituição por osso, de uma matriz cartilaginosa com formação de calo, que aumenta a estabilidade (já que aumenta a espessura do osso). Quanto maior a mobilidade no local da fratura maior o calo. A imobilização é feita por aparelho gessado, fixação externa ou hastes intramedulares.


Entendendo as 2 formas de consolidação podemos estudar as 3 fases desse processo:

1) Fase inflamatória: essa fase corresponde a 10% do processo de consolidação, durando de 1 a 2 semanas. O processo inflamatório faz com que aumente a vascularização do local, formando o hematoma. Com uma maior trama vascular, as células inflamatórias (neutrófilos, macrófagos e fagócitos) migram para o local, de forma que eliminam o tecido necrosado junto com os osteoclastos.
2)  Fase de reparação: corresponde a 40% do processo e dura meses, dando estabilidade a fratura. Nessa fase ocorre invasão de condroblastos e fibroblastos, criando uma membrana de fibrina limitando o local da fratura. Primeiro forma-se um calo mole, composto por tecido fibroso e cartilagem com pouca quantidade de células ósseas. Em seguida, os osteoblastos convertem o calo mole em duro do tipo reticular (esponjoso) aumentando a estabilidade da fratura.
3) Fase de remodelamento: 70% do processo, pode durar anos. Inicia-se a aproximadamente no 40º dia, quando o foco encontra-se mais estável. A ação dos osteoclastos e osteoblasto transforma o osso reticular para lamelar (definitivo) e organizado, sendo que os osteoclastos agem na superfície convexa e os osteoblastos na côncava (Lei de Wolff: local de compressão - côncava - ocorre deposição óssea, local de distração - convexa - ocorre reabsorção). Com o tempo, o canal medular vai sendo reformado.


*   Relembraaaaando: osteoblastos sintetizam a matriz óssea, osteoclastos reabsorvem a matriz óssea.



Fonte: Hoppenfeld, imagem do Dr. Eduardo Neri.