Diga não ao plágio! Nada de "copia e cola" ok?

*Diga não ao plágio! Nada de "copia e cola" ok?*

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Resumo hidrocefalia


No interior do cérebro existem cavidades chamadas ventrículos que contém o plexo coroide, onde o líquido cefalorraquidiano (LCR ou liquor) é produzido. Esse líquido localiza-se entre a pia-máter e a aracnoide, membranas das meninges, tem como função amortecer impactos no córtex e medula. Quando ocorre um aumento anormal do volume do liquor, os ventrículos se dilatam e a pressão sobre o cérebro e os ossos do crânio aumenta, podendo causar lesões cerebrais.




O aumento do LCR aumenta quando há um desequilíbrio entre a produção e reabsorção, por alguma obstrução à passagem do líquido dos ventrículos para o espaço entre as meninges por tumores, cistos, traumas, infecções, hemorragia ou alguma malformação do SN, como a espinha bífida. Em raros casos ocorre simplesmente um aumento na produção do LCR. Em geral, o excesso de líquido é retirado por uma válvula implantada que drena o líquido para a cavidade abdominal.

* Recomendo a leitura desse artigo sobre os defeitos no tubo neural e a hidrocefalia:
Defeitos do tubo neural e hidrocefalia congênita. Por que conhecer suas prevalências? Jornal de Pediatria - vol. 79, n.2, 2003.

Tipos de fraturas


(Perdoem a "habilidade" no paint, mas acho que assim fica mais fácil de entender!)

1) Fratura em cunha: ocorre separação entre as partes
2) Fratura transversa: o traço da fratura é perpendicular ao eixo.
3) Fratura oblíqua: traço transversal, pode ser chamada também de fratura transversal.
4) Fratura em espiral: como torcer um giz, forma um traço helicoidal.
5) Fratura cominutiva: existem mais de 2 fragmentos.
6) Fratura em galho verde: não ocorre separação entre os fragmentos, enverga "desgastando" apenas uma parte do periósteo (na região convexa).

Além da classificação quanto ao traço de fratura, elas também são classificadas em aberta e fechada. As fraturas abertas (expostas) devem sempre ser consideradas infectadas, já que o osso é exposto ao ambiente. Nesse caso, utiliza-se fixador externo para a consolidação. Já as fraturas fechadas, que não rompe o tecido epitelial, é possível ocorrer consolidação primária.

Consolidação de fraturas

Existem 2 tipos de consolidação, a primária e a secundária. 
* Consolidação primária: Ocorre migração de ósteons pelos canais de Havers (leva osteoblastos de uma cortical para a outra). É necessário contato entre os segmentos, estabilização e compressão do foco de fratura (fixação interna). 
* Consolidação secundária: mineralização e substituição por osso, de uma matriz cartilaginosa com formação de calo, que aumenta a estabilidade (já que aumenta a espessura do osso). Quanto maior a mobilidade no local da fratura maior o calo. A imobilização é feita por aparelho gessado, fixação externa ou hastes intramedulares.


Entendendo as 2 formas de consolidação podemos estudar as 3 fases desse processo:

1) Fase inflamatória: essa fase corresponde a 10% do processo de consolidação, durando de 1 a 2 semanas. O processo inflamatório faz com que aumente a vascularização do local, formando o hematoma. Com uma maior trama vascular, as células inflamatórias (neutrófilos, macrófagos e fagócitos) migram para o local, de forma que eliminam o tecido necrosado junto com os osteoclastos.
2)  Fase de reparação: corresponde a 40% do processo e dura meses, dando estabilidade a fratura. Nessa fase ocorre invasão de condroblastos e fibroblastos, criando uma membrana de fibrina limitando o local da fratura. Primeiro forma-se um calo mole, composto por tecido fibroso e cartilagem com pouca quantidade de células ósseas. Em seguida, os osteoblastos convertem o calo mole em duro do tipo reticular (esponjoso) aumentando a estabilidade da fratura.
3) Fase de remodelamento: 70% do processo, pode durar anos. Inicia-se a aproximadamente no 40º dia, quando o foco encontra-se mais estável. A ação dos osteoclastos e osteoblasto transforma o osso reticular para lamelar (definitivo) e organizado, sendo que os osteoclastos agem na superfície convexa e os osteoblastos na côncava (Lei de Wolff: local de compressão - côncava - ocorre deposição óssea, local de distração - convexa - ocorre reabsorção). Com o tempo, o canal medular vai sendo reformado.


*   Relembraaaaando: osteoblastos sintetizam a matriz óssea, osteoclastos reabsorvem a matriz óssea.



Fonte: Hoppenfeld, imagem do Dr. Eduardo Neri.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Indicação

Geeeente, uma fisioterapeuta que fez faculdade comigo criou esse site com informações sobre saúde da mulher. Vale a pena conferir!!

http://fisiomulher.wix.com/fisiomulher

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Urgência e Emergência

Existe uma diferença conceitual entre urgência e emergência. Pode-se considerar uma “urgência” uma situação que não pode ser adiada, com um grande risco de morte, necessitando de um tratamento a curto prazo. Já o termo “emergência” mostra uma situação de perigo com aparecimento súbito, que exige intervenção imediata. No entanto, algumas emergências precisam de uma intervenção urgente.


Com isso, o Ministério da Saúde criou mecanismos aos hospitais para o atendimento de urgências e emergências. Os hospitais são divididos de acordo com a complexidade para o atendimento de urgências e emergências, sendo Hospitais Especializados (tipo I) e Gerais (tipos II e III). Os Hospitais tipo I atendem emergências cardiológicas (como PCR e hemorragias), urgências ortopédicas (como fraturas e luxações), e na área de pediatria. Já os Hospitais Gerais possuem estrutura e tecnologia capazes de atender áreas variadas, com tratamento cirúrgico inclusive. A diferença entre os tipos II e III é que o último é capaz também de realizar broncoscopias, terapias renais substitutivas (hemodiálise), neurocirurgia e ecocardiografia.

Hospitais Gerais são capazes também de atender vítimas de queimaduras (térmicas químicas ou por eletricidade). Porém, é de extrema importância um atendimento inicial adequado, ainda no local do acidente, identificando a extensão e os locais da lesão, o grau de comprometimento e outras lesões possíveis (como fraturas, cortes). 

Portanto, os profissionais da saúde devem saber diferenciar uma situação de urgência e outra de emergência, para adotar os procedimentos necessários. Além disso, o atendimento inicial é de extrema importância para encaminhar o paciente para o hospital mais adequado.

domingo, 18 de novembro de 2012

Qualidade de Vida


A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a qualidade de vida (QV) como a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. O conceito envolve o bem estar físico, mental, psicológico e emocional, além de seus relacionamentos com a sociedade e com o meio em que vive, incluindo suas condições de habitação. Essa definição mostra que o conceito de QV é subjetivo, mostrando que pessoas diferentes podem apontar aspectos positivos e negativos relacionados a um mesmo assunto. Esse conceito tornou-se mais abrangente, sendo que o termo qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) também pode ser utilizado atualmente. Esse termo refere-se à percepção que o indivíduo possui em relação à sua doença e seus efeitos em sua vida, incluindo a satisfação pessoal associada ao seu bem estar físico, funcional, emocional e social.
O ambiente interfere na mensuração da QV de diferentes formas em diferentes pessoas. Temos como exemplo a satisfação financeira, já que indivíduos com grande poder aquisitivo podem não se sentirem mental e psicologicamente bem, enquanto pessoas com uma menor renda podem ter uma vida plena e feliz. Portanto, muitos fatores interferem na QV como satisfação profissional, hábitos alimentares, prática de atividade física, condições habitacionais, saúde física e psicológica, relações sociais e muitos outros.
É de extrema importância avaliar a QV populacional, para planejar melhorias que afetarão mais a população. No que diz respeito à saúde no Brasil, instrumentos específicos para avaliação de QV em diversas doenças têm sido estudados e validados. Com esses instrumentos de avaliação, torna-se possível construir um perfil de uma determinada população, sua relação com o meio e suas expectativas. A elaboração desse painel na área da saúde nos possibilita traçar objetivos e definir condutas específicas, tendo por base o comprometimento de aspectos exclusivos do indivíduo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sistema renina-angiotensina-aldosterona


Uma explicação beeeem simples e resumida do SRAA!


Mecanismo importante na regulação hemodinâmica do organismo. Em situações extremas (como choque, vasodilatação importante e alteração na PA) as células justaglomerulares renais liberam renina na corrente sanguínea, que vai até o fígado onde se transforma em angiotensina I. A angiotensina I se dirige aos pulmões, onde sofrerão com a ação dos pneumócitos e da ECA (enzima conversora da angiotensina) transformando-se em angiotensina II

Funções da angiotensina II: elevar a PA adequada promovendo vasoconstrição e estimulando a produção de aldosterona, responsável pela retenção de Na+ e H2O.

(esses feijõezinhos são os rins tá? Fiz no paint poxa...)