Esse post é dedicado à Adriana Riboli dona do blog Ataxia de Friedreich. Ela é minha mais nova paciente na clínica da faculdade! Super recomendo o blog dela, no qual ela posta coisas sobre seu dia a dia com a doença!
Ataxia de Friedreich
Distúrbio neurodegenerativo autossômico recessivo raro, por mutação no cromossomo 9. Os sinais clínicos aparecem antes dos 25 anos com perda dos reflexos tendíneos (principalmente em MMII), desequilíbrio, disartria, redução da propriocepção, ataxia, fraqueza dos músculos respiratórios, cardiomiopatia e em alguns casos diabetes.
Apenas um exame do DNA pode detectar a alteração no cromossomo.
Blog criado com a finalidade de compartilhar textos, artigos e opiniões sobre o curso e a profissão de fisioterapia.
Diga não ao plágio! Nada de "copia e cola" ok?
*Diga não ao plágio! Nada de "copia e cola" ok?*
quinta-feira, 19 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Fascite plantar
1. ANATOMIA – PÉ E TORNOZELO
• Antepé: formado pelos MTs e falanges. Suporta parte do peso corporal e participa ativamente da fase de balanço da marcha.
• Mediopé: composto pelo navicular, cuboide e cuneiformes. Se for mais plana, aumenta o apoio do peso na região do antepé. Conecta-se às outras regiões do pé pelos músculos e pela fáscia plantar.
• Retropé: é composto pela articulação subtalar (tálus e calcâneo), que permite os movimentos de prono/supino e inversão/eversão. A articulação talocrural (tíbia e fíbula com tálus) forma uma dobradiça que permite os movimentos de dorsi e flexão plantar. A pronação é uma junção dos movimentos de eversão, abdução e dorsiflexão. Já o movimento de supinação é a associação da inversão, adução e flexão plantar. Na corrida, o pé prona mais do que na marcha.
Obs.: Musculatura intrínseca do pé é aquela que se origina e se insere no pé. Lumbricais, interósseos, flexores dos dedos são alguns músculos intrínsecos.
1.1 A FÁSCIA
Tecido fibroso que cria um invólucro ao redor dos músculos, responsável pela manutenção do arco medial. A fáscia plantar se origina no tubérculo medial do calcâneo e se insere nas MTF, ela sustenta e é sustentada por músculos intrínsecos e ligamentos do pé. Por isso, a pronação excessiva que leva a uma extensão dos artelhos tensiona a fáscia, causando dor.
O tendão de Aquiles se insere no calcâneo, quando está muito tenso tenciona também a fáscia. Pés planos “puxam” a fáscia naturalmente, como na marcha o arco plantar dobra puxando a fáscia, aumenta a tensão podendo rompê-la.
2. FASCITE PLANTAR
É um processo degenerativo, podendo ser chamado de fasciose plantar.
2.1 FATORES
Obesidade, redução da dorsiflexão, tipo de sapato e pisada, postura no trabalho, corrida e fatores mecânicos do pé. Tanto na posição ortostática como na marcha, a extensão dos artelhos tensiona a fáscia. O movimento repetitivo do andar e correr pode causar microtraumas na fáscia plantar.
Pé cavo possui uma inabilidade de dissipar as cargas durante a caminhada e a corrida, já o pé plano não possui o arco, tensiona a fáscia plantar. O pé cavo pode apresentar um calcâneo varo, que pode estar associado a uma rotação externa da tíbia. Um calcâneo valgo (em pés planos) pode associar-se a rotação interna da tíbia, com tendência a flexionar os joelhos e aumentar a lordose lombar.
No idoso, está associada à fraqueza dos músculos intrínsecos e aquisição do pé plano. Indivíduos com diabetes podem sofrer de FP por conta de uma neuropatia periférica, que leva a uma atrofia muscular, pé cavo e alterações funcionais do passo.
2.2 SINAIS E SINTOMAS
Dor na “sola” do pé, localizada principalmente logo após o calcâneo; dor forte na primeira “pisada” da manhã, logo ao acordar; dor agravada ao permanecer muito tempo em pé, caminhando ou correndo. Quando a fáscia encontra-se inflamada, ao ficarmos em pé ela é tracionada, causando dor. Durante o sono, a inatividade dos dorsiflexores promove um encurtamento da fáscia plantar, o primeiro apoio promove um estiramento brusco da aponeurose, causando dor. Geralmente é unilateral.
Quando a fascite se torna crônica, pode-se desenvolver osteófitos na região do calcâneo (o famoso esporão). Esses osteófitos desenvolvem-se porque a fáscia plantar tracionada “puxa” a região óssea na qual se insere, causando um depósito de cálcio na região estressada (como parte do processo de cura do desgaste). Pode ter rigidez no tendão do calcâneo e pontos dolorosos na panturrilha.
2.3 DIAGNÓSTICO
Baseado no HMAP; dor na palpação da região ântero-medial do calcâneo; dor exacerbada na dorsiflexão.
Exames complementares: US, RX para excluir fratura do calcâneo por estresse, RM.
2.4 TRATAMENTO
• Calçado apropriado, com suporte do arco e calcanhar acolchoado
• Órteses (palmilhas)
• Massagem transversal na fáscia
• Alongamento de tríceps sural
• Fortalecimento da musculatura intrínseca do pé
• Fortalecer tibial anterior ajuda na dorsi e na inversão, o que reduz a pronação
• Marcha transferindo o peso para a região lateral do pé
• Exercícios proprioceptivos
• Antepé: formado pelos MTs e falanges. Suporta parte do peso corporal e participa ativamente da fase de balanço da marcha.
• Mediopé: composto pelo navicular, cuboide e cuneiformes. Se for mais plana, aumenta o apoio do peso na região do antepé. Conecta-se às outras regiões do pé pelos músculos e pela fáscia plantar.
• Retropé: é composto pela articulação subtalar (tálus e calcâneo), que permite os movimentos de prono/supino e inversão/eversão. A articulação talocrural (tíbia e fíbula com tálus) forma uma dobradiça que permite os movimentos de dorsi e flexão plantar. A pronação é uma junção dos movimentos de eversão, abdução e dorsiflexão. Já o movimento de supinação é a associação da inversão, adução e flexão plantar. Na corrida, o pé prona mais do que na marcha.
Obs.: Musculatura intrínseca do pé é aquela que se origina e se insere no pé. Lumbricais, interósseos, flexores dos dedos são alguns músculos intrínsecos.
1.1 A FÁSCIA
Tecido fibroso que cria um invólucro ao redor dos músculos, responsável pela manutenção do arco medial. A fáscia plantar se origina no tubérculo medial do calcâneo e se insere nas MTF, ela sustenta e é sustentada por músculos intrínsecos e ligamentos do pé. Por isso, a pronação excessiva que leva a uma extensão dos artelhos tensiona a fáscia, causando dor.
O tendão de Aquiles se insere no calcâneo, quando está muito tenso tenciona também a fáscia. Pés planos “puxam” a fáscia naturalmente, como na marcha o arco plantar dobra puxando a fáscia, aumenta a tensão podendo rompê-la.
2. FASCITE PLANTAR
É um processo degenerativo, podendo ser chamado de fasciose plantar.
2.1 FATORES
Obesidade, redução da dorsiflexão, tipo de sapato e pisada, postura no trabalho, corrida e fatores mecânicos do pé. Tanto na posição ortostática como na marcha, a extensão dos artelhos tensiona a fáscia. O movimento repetitivo do andar e correr pode causar microtraumas na fáscia plantar.
Pé cavo possui uma inabilidade de dissipar as cargas durante a caminhada e a corrida, já o pé plano não possui o arco, tensiona a fáscia plantar. O pé cavo pode apresentar um calcâneo varo, que pode estar associado a uma rotação externa da tíbia. Um calcâneo valgo (em pés planos) pode associar-se a rotação interna da tíbia, com tendência a flexionar os joelhos e aumentar a lordose lombar.
No idoso, está associada à fraqueza dos músculos intrínsecos e aquisição do pé plano. Indivíduos com diabetes podem sofrer de FP por conta de uma neuropatia periférica, que leva a uma atrofia muscular, pé cavo e alterações funcionais do passo.
2.2 SINAIS E SINTOMAS
Dor na “sola” do pé, localizada principalmente logo após o calcâneo; dor forte na primeira “pisada” da manhã, logo ao acordar; dor agravada ao permanecer muito tempo em pé, caminhando ou correndo. Quando a fáscia encontra-se inflamada, ao ficarmos em pé ela é tracionada, causando dor. Durante o sono, a inatividade dos dorsiflexores promove um encurtamento da fáscia plantar, o primeiro apoio promove um estiramento brusco da aponeurose, causando dor. Geralmente é unilateral.
Quando a fascite se torna crônica, pode-se desenvolver osteófitos na região do calcâneo (o famoso esporão). Esses osteófitos desenvolvem-se porque a fáscia plantar tracionada “puxa” a região óssea na qual se insere, causando um depósito de cálcio na região estressada (como parte do processo de cura do desgaste). Pode ter rigidez no tendão do calcâneo e pontos dolorosos na panturrilha.
2.3 DIAGNÓSTICO
Baseado no HMAP; dor na palpação da região ântero-medial do calcâneo; dor exacerbada na dorsiflexão.
Exames complementares: US, RX para excluir fratura do calcâneo por estresse, RM.
2.4 TRATAMENTO
• Calçado apropriado, com suporte do arco e calcanhar acolchoado
• Órteses (palmilhas)
• Massagem transversal na fáscia
• Alongamento de tríceps sural
• Fortalecimento da musculatura intrínseca do pé
• Fortalecer tibial anterior ajuda na dorsi e na inversão, o que reduz a pronação
• Marcha transferindo o peso para a região lateral do pé
• Exercícios proprioceptivos
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Marcha do idoso
Esse foi um seminário que fiz no estágio de geriatria, sobre a marcha do idoso. Aqui estão alguns tópicos e explicações sobre a fisiologia da marcha dos nossos vôzinhos!
30 a 40% dos idosos com mais de 65 anos caem a cada ano.
Um fator de dificuldade da marcha é a mudança constante do centro de massa, que nunca fica mantido na base de suporte. Outro fator é que 2/3 da massa corporal estão localizados no segmento superior do corpo, necessitando de um maior gasto energético para manter o equilíbrio.
No idoso, ocorre um declínio da força muscular, do número de motoneurônios e da capacidade aeróbica. Em superfícies estáveis, jovens saudáveis mantêm a velocidade da marcha, idosos diminuem a velocidade e o comprimento do passo.
As modificações da marcha do idoso são um processo fisiológico e não patológico.
No idoso, a flexão plantar e dorsiflexão diminuem na fase de apoio (diminui a ADM); o joelho aumenta a extensão na fase de apoio médio, diminui a flexão na fase de balanço (fraqueza no quadríceps). Os idosos realizam uma maior flexão de quadril no contato inicial devido à necessidade de manter um comprimento mais favorável dos extensores de quadril para que consigam atingir sua demanda, sem interferência da diminuição da força muscular decorrente do envelhecimento. A força dos flexores plantares nos idosos é menor, causando um impulso mais lento.
Idosos passam a maior parte do ciclo da marcha na fase de apoio.
Obs.: Comprimento da passada: distância entre o calcanhar de um pé até o seguinte contato do mesmo pé.
Comprimento do passo: de um pé a outro. Idosos possuem menor.
Cadência: número de passos num período de tempo. Idosos possuem maior cadência (para aumentar a velocidade).
Treino de Marcha
Andar sobre uma linha imaginária;
Caminhar de lado e de costas;
Ultrapassar obstáculos;
Andar em curvas (desviando de cones);
Andar com bastão (auxílio do terapeuta).
-> muitos outros exercícios podem ser criados, usem a criatividade!
Agora preciso confessar uma coisa: não salvei as referências da pesquisa =S lembro que foram alguns livros e artigos, mas não lembro quais! Portanto, não usem essas informações em trabalhos, mas como aprendizado! =)
30 a 40% dos idosos com mais de 65 anos caem a cada ano.
Um fator de dificuldade da marcha é a mudança constante do centro de massa, que nunca fica mantido na base de suporte. Outro fator é que 2/3 da massa corporal estão localizados no segmento superior do corpo, necessitando de um maior gasto energético para manter o equilíbrio.
No idoso, ocorre um declínio da força muscular, do número de motoneurônios e da capacidade aeróbica. Em superfícies estáveis, jovens saudáveis mantêm a velocidade da marcha, idosos diminuem a velocidade e o comprimento do passo.
As modificações da marcha do idoso são um processo fisiológico e não patológico.
No idoso, a flexão plantar e dorsiflexão diminuem na fase de apoio (diminui a ADM); o joelho aumenta a extensão na fase de apoio médio, diminui a flexão na fase de balanço (fraqueza no quadríceps). Os idosos realizam uma maior flexão de quadril no contato inicial devido à necessidade de manter um comprimento mais favorável dos extensores de quadril para que consigam atingir sua demanda, sem interferência da diminuição da força muscular decorrente do envelhecimento. A força dos flexores plantares nos idosos é menor, causando um impulso mais lento.
Idosos passam a maior parte do ciclo da marcha na fase de apoio.
Obs.: Comprimento da passada: distância entre o calcanhar de um pé até o seguinte contato do mesmo pé.
Comprimento do passo: de um pé a outro. Idosos possuem menor.
Cadência: número de passos num período de tempo. Idosos possuem maior cadência (para aumentar a velocidade).
Treino de Marcha
Andar sobre uma linha imaginária;
Caminhar de lado e de costas;
Ultrapassar obstáculos;
Andar em curvas (desviando de cones);
Andar com bastão (auxílio do terapeuta).
-> muitos outros exercícios podem ser criados, usem a criatividade!
Agora preciso confessar uma coisa: não salvei as referências da pesquisa =S lembro que foram alguns livros e artigos, mas não lembro quais! Portanto, não usem essas informações em trabalhos, mas como aprendizado! =)
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Órtese no esporte
Um resuminho breve sobre o uso de órteses no esporte:
Introdução
O objetivo de se usar um tutor, órtese ou brace é o de assistir, restringir, alinhar ou simular a função de uma parte do corpo.
Nos anos 60, as órteses eram destinadas a pacientes com artrite reumatóide, membro paralítico ou frouxidão ligamentar após um trauma, com o inconveniente de serem pesadas e grandes.
A lesão esportiva é uma “síndrome dolorosa” que prejudica o desempenho do atleta no seu esporte. Esse atleta pode utilizar órteses para melhorar seu desempenho, principalmente após lesão.
Paraolimpíadas
A estrutura do esporte paraolímpico brasileiro é semelhante à dos esportes olímpicos. A diferença é que os atletas são agrupados em função de suas deficiências e não por modalidades.
Vital et al. (2007) avaliou 82 atletas paraolímpicos, sendo que a maioria que utilizava algum tipo de órtese, como cadeira de rodas ou bengala.
Conclusão
Pieper & col. indicam o uso de órteses somente para atletas em reabilitação após cirurgia ligamentar do joelho ou que recusam a se submeterem ao tratamento cirúrgico. A órtese profilática é de pequena eficácia, não justificando os custos de seu uso. Diversos autores concordam que as órteses podem inibir o desempenho em atletas assintomáticos.
Referências
VITAL, Roberto et al . Lesões traumato-ortopédicas nos atletas paraolímpicos. Rev Bras Med Esporte, Niterói, v. 13, n. 3, June 2007.
Revista Brasileira de Ortopedia. Disponível em acesso em: 21/05/2011.
Introdução
O objetivo de se usar um tutor, órtese ou brace é o de assistir, restringir, alinhar ou simular a função de uma parte do corpo.
Nos anos 60, as órteses eram destinadas a pacientes com artrite reumatóide, membro paralítico ou frouxidão ligamentar após um trauma, com o inconveniente de serem pesadas e grandes.
A lesão esportiva é uma “síndrome dolorosa” que prejudica o desempenho do atleta no seu esporte. Esse atleta pode utilizar órteses para melhorar seu desempenho, principalmente após lesão.
Paraolimpíadas
A estrutura do esporte paraolímpico brasileiro é semelhante à dos esportes olímpicos. A diferença é que os atletas são agrupados em função de suas deficiências e não por modalidades.
Vital et al. (2007) avaliou 82 atletas paraolímpicos, sendo que a maioria que utilizava algum tipo de órtese, como cadeira de rodas ou bengala.
Conclusão
Pieper & col. indicam o uso de órteses somente para atletas em reabilitação após cirurgia ligamentar do joelho ou que recusam a se submeterem ao tratamento cirúrgico. A órtese profilática é de pequena eficácia, não justificando os custos de seu uso. Diversos autores concordam que as órteses podem inibir o desempenho em atletas assintomáticos.
Referências
VITAL, Roberto et al . Lesões traumato-ortopédicas nos atletas paraolímpicos. Rev Bras Med Esporte, Niterói, v. 13, n. 3, June 2007.
Revista Brasileira de Ortopedia. Disponível em
domingo, 29 de janeiro de 2012
Iniciação científica
Se eu pudesse dar um conselho a todo calouro de fisio seria esse: faça uma iniciação científica!
Não sei como funciona nas outras faculdades, mas o Mackenzie oferece e incentiva esse projeto e, dependendo da pontuação e da quantidade de inscritos, você pode receber uma bolsa! Independente de receber ou não o auxílio financeiro, esses projetos têm uma grande importância acadêmica. O aluno não só aprende a escrever de acordo com as normas da ABNT, como aprende a coletar dados, a lidar com pacientes e familiares antes de precisar fazer isso para o TCC! E no final você ainda pode publicá-lo em forma de artigo em alguma revista científica, apresentá-lo em congressos e simpósios. Enfim, uma ótima experiência!
Ainda não posso publicar trechos do meu trabalho, mas quando ele estiver pronto e publicado (se Deus quiser!) coloco o link da revista =)
Não sei como funciona nas outras faculdades, mas o Mackenzie oferece e incentiva esse projeto e, dependendo da pontuação e da quantidade de inscritos, você pode receber uma bolsa! Independente de receber ou não o auxílio financeiro, esses projetos têm uma grande importância acadêmica. O aluno não só aprende a escrever de acordo com as normas da ABNT, como aprende a coletar dados, a lidar com pacientes e familiares antes de precisar fazer isso para o TCC! E no final você ainda pode publicá-lo em forma de artigo em alguma revista científica, apresentá-lo em congressos e simpósios. Enfim, uma ótima experiência!
Ainda não posso publicar trechos do meu trabalho, mas quando ele estiver pronto e publicado (se Deus quiser!) coloco o link da revista =)
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Resumo básico pneumo
Antes do estágio no hospital fiz esse resumo para relembrar algumas técnicas e lembretes que são importantes. Está beeeem resumido e com um vocabulário simples, é daqueles que você bate o olho e relembra!
Radiografia: hipotransparente (presença de secreção), hipertransparente (presença de ar).
INSPEÇÃO
- tiragens: intercostal, supraclavicular, supraesternal, sub-diafragmática.
- uso de mm acessórios.
- configuração toracoabdominal: expansão simultânea de tóraz e abdome. Predomínio torácico, abdominal (em DD é normal) ou paradoxal.
- tempo expiratório prolongado.
- taquipnéia (resp cachorrinho)
- fala entrecortada, cianose, sudorese, face angustiada, palidez, rebaixamento do nível de consciência.
- tipo de tórax: normolíneo, brevelíneo e longilíneo.
- deformidades: pectus carinatum, excavatum. Escoliose, cifose.
PROPEDÊUTICA
- expansibilidade torácica
- FTV: não sente a vibração quando tem muito ar, vibra muito em secreção. Avalia entre as escápulas, inferior.
- percussão: hipertimpânico (oco) nem maciço.
- ausculta: MV ou RA [sibilo (ins – hipersecreção brônquica, ex – broncoespasmo), ronco (secreção em VAS) diminui com tosse, estertor crepitante (barulho de esfregar o cabelo. Alvéolo fecha na ex e só abre no fim da ins) e estertor subcrepitante (bolhoso, no fim da ins. Secreção.)]
TERAPIA DE HIGIENE BRÔNQUICA
- mudança de decúbito: (zona dependente mais ventilada – em pé é a base; zona não dependente mais aerada – em pé é o ápice).
- drenagem postural: pulmão afetado na zona não dependente.
- percussão: remove secreção.
- vibração: desloca secreção para VA mais centrais. Oscila e varia fluxo.
- oscilação de alta frequência externa: colete que vibra.
- OAF pela IPV (ventilação percussiva intrapulmonar)
- válvula oscilatória: Flutter/Shaker/Acapella. Tem efeito PEP também, além de variar fluxo e oscilar.
- compressão: em alto fluxo trabalha secreção em VA proximais, baixo fluxo em VA distais.
- tosse: alto fluxo.
- TEF: técnica de expiração forçada. Huffing, com glote aberta. No VRI mobiliza VAS e no VRE mobiliza VAI.
- AFE: aumento do fluxo expiratório. É como a TEF, mas em bebês. Não faz em crise de asma. Rápida e lenta.
- ELPr: expiração lenta e prolongada. É como a AFE lenta, mas no final da ex mantêm a compressão até VR. Bebê.
- DRR: desobstrução rinofaríngea retrógrada. Inspiração forçada, pode associar com a ELPr.
- ELTGOL: expiração lenta total com a glote aberta em infralateral. Pulmão afetado contra a gravidade (diferente da drenagem). Comprime. Bom em broncoespasmo.
- DA: drenagem autógena. 4 fases.
- CAR: ciclo ativo da respiração.
- PEP: resistor expiratório. Previne o colapso das VA. Auxilia na secreção pela ventilação contralateral.
REEXPANSÃO PULMONAR
- compressão-descompressão: Comprime no lado atelectasiado.
- proprioceptiva: idem.
- bloqueio torácico: comprime o outro lado. Varia a pressão pleural abrindo a atelectasia do outro lado.
- inspiração fracionada
- soluços inspiratórios
- inspiração sustentada
- expiração abreviada
- respiração diafragmática
- respiração costal-basal: com leve compressão no tórax.
- inspirometria de incentivo a volume (melhor que a fluxo), pois o fluxo deve ser lento e baixo para encher os alvéolos menores.
VENTILAÇÃO MECÂNICA
- CMV à pressão: ventilação mandatória controlada. Controlado. Disparo a tempo, ciclagem a tempo, limite a pressão.
- CMV à volume: ventilação mandatória controlada. Controlado. Disparo a tempo, ciclagem a volume, limite a fluxo.
- PSV: ventilação com pressão suporte. Espontânea. Disparo a pressão, ciclagem a fluxo, limite a pressão.
- SIMV à pressão: ventilação mandatória intermitente sincronizada. Assistido. Disparo a tempo, ciclagem a tempo e limite a pressão. Ajusta Pc e tempo ins.
- SIMV à volume: ventilação mandatória intermitente sincronizada. Assistido. Disparo a tempo, ciclagem a volume e limite a fluxo. Ajusta VC e limite do fluxo.
Obs.: quando cicla a tempo o fluxo fica zerado no momento da ciclagem.
Parâmetros ajustados: tempo ins (0.8s pra bebê e 1.3s pra adulto); FR; sensibilidade -2 ou -3; FiO2 40%; fluxo de acordo com SpO2; VC 5mL/kg; PS 25mmHg; PEEP 5cm2H2O.
Radiografia: hipotransparente (presença de secreção), hipertransparente (presença de ar).
INSPEÇÃO
- tiragens: intercostal, supraclavicular, supraesternal, sub-diafragmática.
- uso de mm acessórios.
- configuração toracoabdominal: expansão simultânea de tóraz e abdome. Predomínio torácico, abdominal (em DD é normal) ou paradoxal.
- tempo expiratório prolongado.
- taquipnéia (resp cachorrinho)
- fala entrecortada, cianose, sudorese, face angustiada, palidez, rebaixamento do nível de consciência.
- tipo de tórax: normolíneo, brevelíneo e longilíneo.
- deformidades: pectus carinatum, excavatum. Escoliose, cifose.
PROPEDÊUTICA
- expansibilidade torácica
- FTV: não sente a vibração quando tem muito ar, vibra muito em secreção. Avalia entre as escápulas, inferior.
- percussão: hipertimpânico (oco) nem maciço.
- ausculta: MV ou RA [sibilo (ins – hipersecreção brônquica, ex – broncoespasmo), ronco (secreção em VAS) diminui com tosse, estertor crepitante (barulho de esfregar o cabelo. Alvéolo fecha na ex e só abre no fim da ins) e estertor subcrepitante (bolhoso, no fim da ins. Secreção.)]
TERAPIA DE HIGIENE BRÔNQUICA
- mudança de decúbito: (zona dependente mais ventilada – em pé é a base; zona não dependente mais aerada – em pé é o ápice).
- drenagem postural: pulmão afetado na zona não dependente.
- percussão: remove secreção.
- vibração: desloca secreção para VA mais centrais. Oscila e varia fluxo.
- oscilação de alta frequência externa: colete que vibra.
- OAF pela IPV (ventilação percussiva intrapulmonar)
- válvula oscilatória: Flutter/Shaker/Acapella. Tem efeito PEP também, além de variar fluxo e oscilar.
- compressão: em alto fluxo trabalha secreção em VA proximais, baixo fluxo em VA distais.
- tosse: alto fluxo.
- TEF: técnica de expiração forçada. Huffing, com glote aberta. No VRI mobiliza VAS e no VRE mobiliza VAI.
- AFE: aumento do fluxo expiratório. É como a TEF, mas em bebês. Não faz em crise de asma. Rápida e lenta.
- ELPr: expiração lenta e prolongada. É como a AFE lenta, mas no final da ex mantêm a compressão até VR. Bebê.
- DRR: desobstrução rinofaríngea retrógrada. Inspiração forçada, pode associar com a ELPr.
- ELTGOL: expiração lenta total com a glote aberta em infralateral. Pulmão afetado contra a gravidade (diferente da drenagem). Comprime. Bom em broncoespasmo.
- DA: drenagem autógena. 4 fases.
- CAR: ciclo ativo da respiração.
- PEP: resistor expiratório. Previne o colapso das VA. Auxilia na secreção pela ventilação contralateral.
REEXPANSÃO PULMONAR
- compressão-descompressão: Comprime no lado atelectasiado.
- proprioceptiva: idem.
- bloqueio torácico: comprime o outro lado. Varia a pressão pleural abrindo a atelectasia do outro lado.
- inspiração fracionada
- soluços inspiratórios
- inspiração sustentada
- expiração abreviada
- respiração diafragmática
- respiração costal-basal: com leve compressão no tórax.
- inspirometria de incentivo a volume (melhor que a fluxo), pois o fluxo deve ser lento e baixo para encher os alvéolos menores.
VENTILAÇÃO MECÂNICA
- CMV à pressão: ventilação mandatória controlada. Controlado. Disparo a tempo, ciclagem a tempo, limite a pressão.
- CMV à volume: ventilação mandatória controlada. Controlado. Disparo a tempo, ciclagem a volume, limite a fluxo.
- PSV: ventilação com pressão suporte. Espontânea. Disparo a pressão, ciclagem a fluxo, limite a pressão.
- SIMV à pressão: ventilação mandatória intermitente sincronizada. Assistido. Disparo a tempo, ciclagem a tempo e limite a pressão. Ajusta Pc e tempo ins.
- SIMV à volume: ventilação mandatória intermitente sincronizada. Assistido. Disparo a tempo, ciclagem a volume e limite a fluxo. Ajusta VC e limite do fluxo.
Obs.: quando cicla a tempo o fluxo fica zerado no momento da ciclagem.
Parâmetros ajustados: tempo ins (0.8s pra bebê e 1.3s pra adulto); FR; sensibilidade -2 ou -3; FiO2 40%; fluxo de acordo com SpO2; VC 5mL/kg; PS 25mmHg; PEEP 5cm2H2O.
De volta em 2012
Recebi hoje uma mensagem inesperada de uma professora no Facebook, dizendo que estava pesquisando imagens para as aulas dela e caiu numa página do meu blog! Então pensei em voltar a escrever né? Afinal, em breve serei oficialmente uma fisioterapeuta!
Notícias: Bem, minha iniciação científica foi aprovada com bolsa, mas aconteceram alguns imprevistos e só vou concluí-la esse semestre. Aliás...época de TCC! Meu tema? Avaliação da qualidade de vida de valvopatas. Em homenagem a minha avó, que fez uma valvoplastia há alguns anos!
Planos para 2012: Me formar em junho e prestar as provas de especialização no fim do ano! Optei por seguir na cardiorrespiratória, apesar de ter me apaixonado por geriatria e até saúde do trabalhador! Mas acho que cardio é a minha área...Bem, ainda vou passar pelos estágios de neuro e ortopedia, então veremos!
É isso aí!
Beijos fisios e futuros fisios!
Notícias: Bem, minha iniciação científica foi aprovada com bolsa, mas aconteceram alguns imprevistos e só vou concluí-la esse semestre. Aliás...época de TCC! Meu tema? Avaliação da qualidade de vida de valvopatas. Em homenagem a minha avó, que fez uma valvoplastia há alguns anos!
Planos para 2012: Me formar em junho e prestar as provas de especialização no fim do ano! Optei por seguir na cardiorrespiratória, apesar de ter me apaixonado por geriatria e até saúde do trabalhador! Mas acho que cardio é a minha área...Bem, ainda vou passar pelos estágios de neuro e ortopedia, então veremos!
É isso aí!
Beijos fisios e futuros fisios!
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