Diga não ao plágio! Nada de "copia e cola" ok?

*Diga não ao plágio! Nada de "copia e cola" ok?*

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Marcha do idoso

Esse foi um seminário que fiz no estágio de geriatria, sobre a marcha do idoso. Aqui estão alguns tópicos e explicações sobre a fisiologia da marcha dos nossos vôzinhos!

30 a 40% dos idosos com mais de 65 anos caem a cada ano.
Um fator de dificuldade da marcha é a mudança constante do centro de massa, que nunca fica mantido na base de suporte. Outro fator é que 2/3 da massa corporal estão localizados no segmento superior do corpo, necessitando de um maior gasto energético para manter o equilíbrio.

No idoso, ocorre um declínio da força muscular, do número de motoneurônios e da capacidade aeróbica. Em superfícies estáveis, jovens saudáveis mantêm a velocidade da marcha, idosos diminuem a velocidade e o comprimento do passo.

As modificações da marcha do idoso são um processo fisiológico e não patológico.

No idoso, a flexão plantar e dorsiflexão diminuem na fase de apoio (diminui a ADM); o joelho aumenta a extensão na fase de apoio médio, diminui a flexão na fase de balanço (fraqueza no quadríceps). Os idosos realizam uma maior flexão de quadril no contato inicial devido à necessidade de manter um comprimento mais favorável dos extensores de quadril para que consigam atingir sua demanda, sem interferência da diminuição da força muscular decorrente do envelhecimento. A força dos flexores plantares nos idosos é menor, causando um impulso mais lento.

Idosos passam a maior parte do ciclo da marcha na fase de apoio.

Obs.: Comprimento da passada: distância entre o calcanhar de um pé até o seguinte contato do mesmo pé.
Comprimento do passo: de um pé a outro. Idosos possuem menor.
Cadência: número de passos num período de tempo. Idosos possuem maior cadência (para aumentar a velocidade).


Treino de Marcha
Andar sobre uma linha imaginária;
Caminhar de lado e de costas;
Ultrapassar obstáculos;
Andar em curvas (desviando de cones);
Andar com bastão (auxílio do terapeuta).
-> muitos outros exercícios podem ser criados, usem a criatividade!



Agora preciso confessar uma coisa: não salvei as referências da pesquisa =S lembro que foram alguns livros e artigos, mas não lembro quais! Portanto, não usem essas informações em trabalhos, mas como aprendizado! =)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Órtese no esporte

Um resuminho breve sobre o uso de órteses no esporte:


Introdução
O objetivo de se usar um tutor, órtese ou brace é o de assistir, restringir, alinhar ou simular a função de uma parte do corpo.
Nos anos 60, as órteses eram destinadas a pacientes com artrite reumatóide, membro paralítico ou frouxidão ligamentar após um trauma, com o inconveniente de serem pesadas e grandes.
A lesão esportiva é uma “síndrome dolorosa” que prejudica o desempenho do atleta no seu esporte. Esse atleta pode utilizar órteses para melhorar seu desempenho, principalmente após lesão.

Paraolimpíadas
A estrutura do esporte paraolímpico brasileiro é semelhante à dos esportes olímpicos. A diferença é que os atletas são agrupados em função de suas deficiências e não por modalidades.
Vital et al. (2007) avaliou 82 atletas paraolímpicos, sendo que a maioria que utilizava algum tipo de órtese, como cadeira de rodas ou bengala.

Conclusão
Pieper & col. indicam o uso de órteses somente para atletas em reabilitação após cirurgia ligamentar do joelho ou que recusam a se submeterem ao tratamento cirúrgico. A órtese profilática é de pequena eficácia, não justificando os custos de seu uso. Diversos autores concordam que as órteses podem inibir o desempenho em atletas assintomáticos.

Referências

VITAL, Roberto et al . Lesões traumato-ortopédicas nos atletas paraolímpicos. Rev Bras Med Esporte, Niterói, v. 13, n. 3, June 2007.

Revista Brasileira de Ortopedia. Disponível em acesso em: 21/05/2011.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Iniciação científica

Se eu pudesse dar um conselho a todo calouro de fisio seria esse: faça uma iniciação científica!

Não sei como funciona nas outras faculdades, mas o Mackenzie oferece e incentiva esse projeto e, dependendo da pontuação e da quantidade de inscritos, você pode receber uma bolsa! Independente de receber ou não o auxílio financeiro, esses projetos têm uma grande importância acadêmica. O aluno não só aprende a escrever de acordo com as normas da ABNT, como aprende a coletar dados, a lidar com pacientes e familiares antes de precisar fazer isso para o TCC! E no final você ainda pode publicá-lo em forma de artigo em alguma revista científica, apresentá-lo em congressos e simpósios. Enfim, uma ótima experiência!

Ainda não posso publicar trechos do meu trabalho, mas quando ele estiver pronto e publicado (se Deus quiser!) coloco o link da revista =)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Resumo básico pneumo

Antes do estágio no hospital fiz esse resumo para relembrar algumas técnicas e lembretes que são importantes. Está beeeem resumido e com um vocabulário simples, é daqueles que você bate o olho e relembra!


Radiografia: hipotransparente (presença de secreção), hipertransparente (presença de ar).

INSPEÇÃO
- tiragens: intercostal, supraclavicular, supraesternal, sub-diafragmática.
- uso de mm acessórios.
- configuração toracoabdominal: expansão simultânea de tóraz e abdome. Predomínio torácico, abdominal (em DD é normal) ou paradoxal.
- tempo expiratório prolongado.
- taquipnéia (resp cachorrinho)
- fala entrecortada, cianose, sudorese, face angustiada, palidez, rebaixamento do nível de consciência.
- tipo de tórax: normolíneo, brevelíneo e longilíneo.
- deformidades: pectus carinatum, excavatum. Escoliose, cifose.

PROPEDÊUTICA
- expansibilidade torácica
- FTV: não sente a vibração quando tem muito ar, vibra muito em secreção. Avalia entre as escápulas, inferior.
- percussão: hipertimpânico (oco) nem maciço.
- ausculta: MV ou RA [sibilo (ins – hipersecreção brônquica, ex – broncoespasmo), ronco (secreção em VAS) diminui com tosse, estertor crepitante (barulho de esfregar o cabelo. Alvéolo fecha na ex e só abre no fim da ins) e estertor subcrepitante (bolhoso, no fim da ins. Secreção.)]

TERAPIA DE HIGIENE BRÔNQUICA
- mudança de decúbito: (zona dependente mais ventilada – em pé é a base; zona não dependente mais aerada – em pé é o ápice).
- drenagem postural: pulmão afetado na zona não dependente.
- percussão: remove secreção.
- vibração: desloca secreção para VA mais centrais. Oscila e varia fluxo.
- oscilação de alta frequência externa: colete que vibra.
- OAF pela IPV (ventilação percussiva intrapulmonar)
- válvula oscilatória: Flutter/Shaker/Acapella. Tem efeito PEP também, além de variar fluxo e oscilar.
- compressão: em alto fluxo trabalha secreção em VA proximais, baixo fluxo em VA distais.
- tosse: alto fluxo.
- TEF: técnica de expiração forçada. Huffing, com glote aberta. No VRI mobiliza VAS e no VRE mobiliza VAI.
- AFE: aumento do fluxo expiratório. É como a TEF, mas em bebês. Não faz em crise de asma. Rápida e lenta.
- ELPr: expiração lenta e prolongada. É como a AFE lenta, mas no final da ex mantêm a compressão até VR. Bebê.
- DRR: desobstrução rinofaríngea retrógrada. Inspiração forçada, pode associar com a ELPr.
- ELTGOL: expiração lenta total com a glote aberta em infralateral. Pulmão afetado contra a gravidade (diferente da drenagem). Comprime. Bom em broncoespasmo.
- DA: drenagem autógena. 4 fases.
- CAR: ciclo ativo da respiração.
- PEP: resistor expiratório. Previne o colapso das VA. Auxilia na secreção pela ventilação contralateral.

REEXPANSÃO PULMONAR
- compressão-descompressão: Comprime no lado atelectasiado.
- proprioceptiva: idem.
- bloqueio torácico: comprime o outro lado. Varia a pressão pleural abrindo a atelectasia do outro lado.
- inspiração fracionada
- soluços inspiratórios
- inspiração sustentada
- expiração abreviada
- respiração diafragmática
- respiração costal-basal: com leve compressão no tórax.
- inspirometria de incentivo a volume (melhor que a fluxo), pois o fluxo deve ser lento e baixo para encher os alvéolos menores.

VENTILAÇÃO MECÂNICA
- CMV à pressão: ventilação mandatória controlada. Controlado. Disparo a tempo, ciclagem a tempo, limite a pressão.
- CMV à volume: ventilação mandatória controlada. Controlado. Disparo a tempo, ciclagem a volume, limite a fluxo.
- PSV: ventilação com pressão suporte. Espontânea. Disparo a pressão, ciclagem a fluxo, limite a pressão.
- SIMV à pressão: ventilação mandatória intermitente sincronizada. Assistido. Disparo a tempo, ciclagem a tempo e limite a pressão. Ajusta Pc e tempo ins.
- SIMV à volume: ventilação mandatória intermitente sincronizada. Assistido. Disparo a tempo, ciclagem a volume e limite a fluxo. Ajusta VC e limite do fluxo.
Obs.: quando cicla a tempo o fluxo fica zerado no momento da ciclagem.

Parâmetros ajustados: tempo ins (0.8s pra bebê e 1.3s pra adulto); FR; sensibilidade -2 ou -3; FiO2 40%; fluxo de acordo com SpO2; VC 5mL/kg; PS 25mmHg; PEEP 5cm2H2O.

De volta em 2012

Recebi hoje uma mensagem inesperada de uma professora no Facebook, dizendo que estava pesquisando imagens para as aulas dela e caiu numa página do meu blog! Então pensei em voltar a escrever né? Afinal, em breve serei oficialmente uma fisioterapeuta!

Notícias: Bem, minha iniciação científica foi aprovada com bolsa, mas aconteceram alguns imprevistos e só vou concluí-la esse semestre. Aliás...época de TCC! Meu tema? Avaliação da qualidade de vida de valvopatas. Em homenagem a minha avó, que fez uma valvoplastia há alguns anos!

Planos para 2012: Me formar em junho e prestar as provas de especialização no fim do ano! Optei por seguir na cardiorrespiratória, apesar de ter me apaixonado por geriatria e até saúde do trabalhador! Mas acho que cardio é a minha área...Bem, ainda vou passar pelos estágios de neuro e ortopedia, então veremos!

É isso aí!
Beijos fisios e futuros fisios!

sábado, 3 de julho de 2010

Tipos de marchas deficientes

1. Antálgica: fase de apoio mais curta (e passo curto) do lado afetado e fase de balanço curto do lado não afetado, velocidade lenta. Como se estivesse mancando.

2. Marcha do glúteo máximo: quando o paciente tem paralisia ou fraqueza do glúteo máximo. O glúteo máximo faz extensão de quadril, certo? Se ele não atua corretamente, a tendncia é do quadril fazer uma flexão exagerada. Então ele joga o tronco pro lado pra compensar. Se a fraqueza for dos dois lados ele faz essa jogada do tronco nos dois lados, como um bambolê. Achei um video no youtube dessa marcha, mas a pessoa que está executando a marcha não é um paciente afetado, e sim um ator. Vídeo.

3. Marcha do pé caído: o pé é caído quando existe alguma lesão nos dorsiflexores. Na fase de apoio o pé entra em contato com o solo por completo, e na de balanço o paciente faz uma flexao de joelho exagerada, meio que para não bater o pé no chão.

4. Lesão nos flexores plantares: quando a perna que tem a lesão estiver atrás da outra, indo pra fase de balanço, a pessoa não consegue dar o impulso necessário para o pé sair do chão. Já q pra dar esse impulso precisa dos flexores plantares. Então ele compensa fletindo mais o joelho. Isso acontece mais rápido, reduzindo o tempo da fase de apoio.

5. Lesão no quadriceps: se o quadriceps está lesionado a pessoa pode cair durante a fase de apoio, porque o joelho não se mantém estendido. Então para evitar a queda, a pessoa força a extensão do joelho bruscamente, causando uma hiperextensão.

6. Marcha atáxica: de origem neurológica, dificuldade no equilíbrio, movimentos exagerados, base larga, marcha com abalos. Pensem assim, quando andamos no escuro temos medo de bater em tudo e cair, então aumentamos a base, trememos um pouco (hesitando o encontro com objetos) e ficamos desequilibrados. É mais ou menos assim a marcha atáxica.

7. Marcha hemiparética: MS ou MMSS em flexão e MMII em padrão extensor. Movimento de circundação de MI - jogar as pernas para o lado.

8. Marcha equina: ocorre por uma deformidade no pé, a pessoa anda com a parte lateral do pé, mas mais com o antepé.

9. Marcha em tesoura: diplegia espástica, ou seja, os MMII estão espásticos. Os adutores estao em hipertonia aproximando os joelhos, o que dificulta a fase de balanço.


Retirei o texto de um resumo que fiz para a faculdade. Não me lembro de ter tirado de nenhum site!

É isso! Muito tristes com a derrota do Brasil né? =/ espero que o hexa venha em 2014!! Aliás, meu sonho é em 2014 ser fisioterapeuta da seleção...já pensou?! =P

Bom fim de semana!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Método Halliwick

James Mc Millan em 1949, ao observar garotas em Londres, na escola Halliwick desenvolveu o método que tem como proposta inicial auxiliar pessoas com problemas físicos a se tornarem mais independentes para nadar. O método era a baseado em exercícios recreativos, visando independência.

O termo MÉTODO HALLIWICK descreve o que é ensinado na piscina. O termo CONCEITO HALLIWICK é usado para a filosofia e a prática do Halliwick baseado em princípios científicos.

O nadador tem a oportunidade de interagir socialmente, enquanto recebe a atenção constante de seu instrutor, mas sem "bloqueios" (o instrutor não segura o nadador, apenas fornece suporte).



Programa dos 10 pontos:
O programa dos 10 pontos traz os fundamentos do Conceito Halliwick de forma lógica e fácil de seguir. Eles mostram com clareza um processo em 4 fases, que conduz à independência na água:

1. Adaptação mental: quando o nadador se torna capaz de responder aos diferentes ambientes, situações ou tarefas.
2. Controle do equilíbrio: quando o nadador se torna capaz de manter ou mudar a posição do corpo na água, de forma controlada.
3. Inibição de movimentos
4. Facilitação de movimentos: quando o nadador se torna capaz de criar ou solicitar movimentos para realizar determinada tarefa com eficiência e habilidade, através da organização mental e controle corporal.

1a. Fase: Adaptação Mental
1.Adaptação mental: ajuste respiratório, aprender o reagir aos movimentos da água, adaptação ao ambiente.
2.Desengajagamento: é um processo progressivo de aprendizagem no qual o nadador torna-se física e mentalmente independente do terapeuta.

2a. Fase: Controle do Equilíbrio:
3.Controle da Rotação Transversal: (originalmente Rotação Vertical) — para frente e para trás, no plano sagital.
4.Controle da Rotação Sagital: de um lado para o outro (plano frontal)
5.Controle da Rotação Longitudinal: (originalmente Rotação Lateral ou Horizontal) — habilidade de controlar qualquer rotação feita sobre o eixo sagito-frontal (longitudinal).
6.Controle da Rotação Combinada: habilidade de controlar qualquer combinação de rotações.
7.Empuxo: confiar que a água irá sustentar você. Às vezes chamado de “inversão mental” (o nadador tem que inverter seu pensamento e perceber que ele irá flutuar e não afundar).
8.Equilíbrio: flutuar parado e relaxado na água. Depende do controle físico e mental. Assim, poderá realizar atividades facilmente.
9.Deslize por turbulência: O instrutor realiza turbulência ao redor do nadador, sem ter contato com ele. O nadador deslizará na água.

3a. Fase: Movimentos
10.Progressões simples e nados simplificados: o desenvolvimento de movimentos de propulsão simples feitos pelo nadador ("deslizar" com movimento na água).


"A atividade física em terra pode ser difícil para essas pessoas, mas na água eles encontram seu elemento. A maioria das pessoas aprecia a água e querem aprender a nadar; e o sentimento de realização quando dominam a arte é enorme. Elas ganham confiança, seu auto-respeito é incentivado e elas adquirem um benefício social, porque na água são capazes de competir com seus companheiros normais."

Referência:
Aqua Brasil